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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Desequilíbrio de Tensão

Ao falar no assunto, muitos confundem desequilíbrio com afundamento, mas na verdade são coisas com características parecidas, mas não idênticas, por isso o assunto possui um tópico particular. Para iniciar a abordagem alguns pontos devem ser alinhados. Para haver desequilíbrio de tensão não há dependência de tensão em valor nominal de fornecimento, ou seja, em um sistema trifásico com tensão nominal de 440V, podem ser encontrado as seguintes medições em R S T respectivamente, 400V, 398V e 403,2V. Neste caso há um afundamento de tensão, porém não tem o desequilíbrio ou desbalanceamento como adotado por muitos.
Para ser caracterizado como um desequilíbrio deve haver diferença de no mínimo 5% entre duas fases. Sendo assim para definir o evento seria necessário que os valores apresentados ultrapassem 20V quando comparados a fase R por exemplo. Logo os valores de R S T respectivamente, 400V, 380V e 420V.  Apesar de parecer muito pouco, 5% pode causar prejuízos significativos para motores e transformadores trifásicos sem neutro, pois, o aquecimento provocado é quase que inversamente proporcional à defasagem, provocando desgaste acelerado bem como o aumento do consumo de energia elétrica.

O procedimento mais comum é fechamento adequado dos TAPs do transformador, em alguns casos é necessário compensar o distúrbio que entra no transformador alterando a relação de transformação na saída. Hoje há sistemas de automação para que a comutação entre os TAPs sejam feitas continuamente sem a carência do desligamento da máquina elétrica, ou seja, tudo é feito com carga.  



FONTE:

FACULDADE SENAI DE TECNOLOGIA MECATRÔNICA
PÓS-GRADUAÇÃO EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
MONOGRÁFIA - GESTÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NA INDÚSTRIA
SÃO CAETANO DO SUL - 2012